"O tempo é muito lento para os que esperam, muito rápido para os que têm medo, muito longo para os que lamentam, muito curto para os que festejam.
Mas, para os que amam, o tempo é eternidade...
(William Shakespeare)

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Sábado, Março 19, 2005


o rádio anda irônico...
onde estará meu amor?
será que vela como eu?
será que chama como eu?
será que pergunta por mim?


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Ana às 23:51 Comente!




tá uma noite tão bonita lá fora. e, de repente, me senti absurdamente sozinha. xcomo se os carros que passam, o porteiro, as luzes, aas músicas, tudo o que existe fosse fictício.
só há no mundo uma pesssoa. e está sou eu.


Postado por
Ana às 23:47 Comente!



Domingo, Março 13, 2005


Acho que estou abandonando esse blog. Nem tinha percebido, mas deveria saber.
Porque não faço outra coisa, a não ser abandonar tudo o que tenho.
Chegou a vez do blog. Ele foi um dos recordistas na minha vida. Normalmente, minhas construções duram uma semana.
Como patê de padaria, sabe? Como flor... Ah, minhas flores. Pois eu acordo cedo, vou ao Ceasa e trago as rosas mais lindas, as tulipas mais frescas, margaridas, gérberas de tantas cores e tipos. Trago tudo com cuidado, corto as flores, escolho os vasos... Algumas plantas até plantei eu mesma, em vasos maiores...Elas dão certo. Crescem, ficam bonitas. Eu as amo, minhas florzinhas. Por uma semana.
Uma semana no máximo e elas vão morrendo, secando, murchando. Algumas porque é a lei da natureza, muitas porque seguem ¿ pobrezinhas - a minha lei.
Eu abandono tudo, em uma semana, na melhor das hipóteses.
Os casos de amor, tem todos carimbo com data de validade. Costumam durar menos que as margaridas...
Eu queria ser constante. Juro que queria. Não tenho conseguido. Abandonei o gato que tive, coitado. Abandonei roupas na costureira, abandonei dezenas de livros na metade, abandonei todas as minhas amigas. Todas, sem nem uma explicação. Eu vou sumindo, desaparecendo devagar. Vou me tornando um vulto cada vez menor, até que elas se cansam. Com toda razão.
Abandonei a terapia. Quantas vezes? Todas também.
Só tem duas coisas que não abandono nessa vida: minha família, e meu emprego.
E não pense que me orgulho, não, pelo contrário. Talvez eles devessem ser abandonados, ambos, pela intensidade de amor que lhes dedico, são os responsáveis por toda minha loucura.
Claro que são. Deveria abandonar, ainda que temporariamente, a minha família e, menos temporariamente, meu emprego. Não sei se curaria os outros abandonos, receio que não.
Talvez tudo ficasse ainda pior, nada a me dedicar, nem um pai fofo e velhinho, nem a chatice apaixonante de minha mãe, nem o stress viciante daquele emprego...
Não sei se eu sobreviveria...Mas o fato é que às vezes me canso de sobreviver.
Queria viver, enfim. Alguém aí, me dê uma dica de um sonho que valha a pena ter?
Sei lá, pode ser qualquer coisa...Ser astronauta, cientista, ganhar o prêmio nobel.
Queria ser a menina de ouro que acredita sempre.
Queria querer muito alguma coisa. Qualquer sonho que se valha a pena, eu queria seguir. Menos as coisas difíceis, tipo casar, ter filhos e ainda por cima ser feliz...Esses não. Esses eu também já abandonei pelo caminho...


Postado por
Ana às 18:27 Comente!